Comentário as afirmações de Amélia Pinto Pais
- 3 de nov. de 2016
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A pedido da professora de Literatura Portuguesa, a turma de Humanidades do 10º ano realizou um trabalho de casa que era comentar as afirmações de Amélia Pinto Pais que se encontram no nosso manual de Literatura Portuguesa.

As afirmações de Amélia Pinto Pais são as seguintes:
«Trata-se, nas cantigas de amigo, [..] de uma espécie de 'travesti' poético - pela primeira vez na nossa literatura fica clara a não confusão entre autor e sujeito poético (o Eu da enunciação, Eu poético ou Eu que nos fala) [...]»
PAIS, Amélia Pinto, 2004, HISTÓRIA DA LITERATURA EM PORTUGAL - UMA PERSPETIVA DIDÁTICA, vol. 1. Porto: Areal
A partir do excerto segue-se o meu comentário:
As afirmações de Amélia Pinto Pais, em relação a existência de “Travesti poético” nas cantigas de amigo, estão bem estruturadas, pois na nossa literatura o autor não pode ser confundido com o sujeito poético. Já que nas cantigas de amigo é sempre uma Donzela que surge como sujeito poético, mas quem as redige é um trovador (homem que compunha cantigas de amigo) que se faz passar por mulher na escrita, daí Amélia Pinto Pais ter dito a existência de “travestis” nas cantigas de amigo, pois os trovadores tinham que saber interpretar os sentimentos da mulher para escrever as cantigas. Na cantiga de amigo “Ai flores, ai flores de verde Pino”, podemos observar que a Donzela (sujeito poético) tem como recetor as flores de verde Pino, mas mais uma vez quem escreveu a cantiga foi um trovador do sexo masculino, que nesta cantiga era o famoso trovador e Rei D. Dinis.
Cumprimentos Daniel Silvério






















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